Um vídeo feito durante o sequestro do presidente do Sindicato Rural de Pontes e Lacerda (a 444 km de Cuiabá), Juliano Souza Queiroz, ocorrido na madrugada dessa quinta-feira (9), chamou atenção pelo modo como um dos agentes policiais conduziu a negociação.

Em um dos momentos mais tensos, um dos sequestradores pediu que os jornalistas se aproximassem mais para filmar a cena, mas o negociador recusou o pedido. Diante disso, o bandido ameaçou matar os reféns caso a exigência não fosse cumprida e, nesse momento, o negociador diz: “Se você vai matar, mata! Então mata, mata, mata!”

Em seguida, é possível ouvir outra voz ao fundo, possivelmente de outro policial, orientando o negociador a abrandar o tom: “Ei, ei, ei, segura, segura aí! Tá ao vivo, pô!”.

E então o negociador recua: “Tenha juízo, cara. Tenha juízo. Se você der um tiro a gente invade e mata todo mundo. Larga de ser maluco. Tenha paciência e venha, venha pra cá, venha com calma”, diz. “Cara, pelo amor de Deus, larga de ser mané. Tem que trazer pessoas aqui para resolver para vocês”, acrescenta.

Vídeo:


O sequestro

Juliano Souza Queiroz foi feito refém e mantido em cárcere por uma quadrilha durante uma confraternização realizada em uma residência na Avenida Bahia, em Pontes e Lacerda. Além dele, outras nove pessoas também foram feitas reféns. Os quatro bandidos, com idades de 18, 19, 19 e 22 anos, foram presos.

Conforme a Polícia Militar, era por volta das 23h50 quando os criminosos, encapuzados e armados, invadiram a residência. No local estavam Juliano, outros três homens e seis mulheres.

Após serem acionados, os militares foram até o endereço indicado, com apoio de equipes da Força Tática e da Rotam. No local, a quadrilha mantinha as 10 vítimas reféns. Os quatro homens estavam na linha de fogo, com armas apontadas em suas cabeças, enquanto os criminosos ameaçavam executá-los a todo momento.

Dentro do imóvel, os policiais iniciaram uma negociação que durou cerca de 30 minutos para a liberação dos reféns. Os criminosos exigiram a presença da imprensa e, após a chegada de veículos de comunicação, se renderam.

As vítimas foram libertadas e os quatro bandidos foram presos, sendo encaminhados ao 18º Batalhão da Polícia Militar.