A inflação oficial do país acumulou alta de 3,36% no primeiro semestre de 2026, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje (10). O resultado representa a maior alta para o período de janeiro a junho desde 2022, quando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) alcançou 5,49%
O desempenho também marca o primeiro semestre com a maior inflação desde o início do atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o IBGE, o grupo Alimentação e Bebidas foi o que mais pressionou o índice no acumulado do semestre. Os preços do segmento subiram 4,56%, respondendo por 0,98 ponto percentual do IPCA, o maior impacto entre os nove grupos pesquisados. Entre os alimentos, o tomate foi o destaque. O alimento registou alta acumulada de 82,41% entre janeiro e junho, contribuindo com 0,16 ponto percentual para a inflação. As carnes também tiveram peso importante, com aumento de 5,6% e impacto de 0,16 ponto percentual.
Na direção oposta, o café moído apresentou queda de 11,49% no período, favorecido pela melhora das condições da safra. O produto exerceu impacto negativo de 0,07 ponto percentual sobre o índice, sendo a principal contribuição para conter a inflação.
Ainda conforme o instituto, no geral, os preços dos alimentos apresentaram variações mensais superiores às observadas em 2025 durante os meses de março, abril e maio. Além da redução sazonal da oferta de alguns produtos no início do ano, o IBGE aponta que a guerra no Irã também contribuiu para pressionar os preços.
O conflito também provocou a valorização do petróleo no mercado internacional, elevandi o custo dos combustíveis no Brasil. O óleo diesel, utilizado no transporte rodoviário de cargas, por exemplo. acumulou alta de 15,68% no semestre. No cenário individual, a gasolina foi a que mais influenciou a inflação, sendo responsável por 0,32 ponto percentual do IPCA após registrar aumento de 6,37% entre janeiro e junho.
Às vésperas das eleições, o governo federal adotou medidas para reduzir os efeitos da alta dos combustíveis provocada pelo conflito no Oriente Médio.
