Alta Floresta - Terça-Feira, 19 Mai 2026

Tarifas elevadas e problemas no abastecimento aumentam reclamações contra concessionária de água em Alta Floresta

Moradores relatam cobranças consideradas abusivas, falhas no fornecimento e questionam taxa de esgoto em regiões sem rede instalada

Redação

Reprodução

A concessionária responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em Alta Floresta voltou a ser alvo de críticas após o aumento das reclamações registradas por moradores do município. Entre as principais queixas estão o valor elevado das tarifas, cobranças contestadas, interrupções no fornecimento de água e demora na recuperação de vias após obras realizadas na rede.

As discussões ganharam força durante uma reunião realizada na Câmara Municipal, que contou com a presença de representantes da empresa, do Procon, da Secretaria de Cidade e da agência reguladora municipal. O encontro teve como objetivo esclarecer dúvidas da população e discutir possíveis soluções para os problemas apontados pelos consumidores.

Segundo relatos apresentados durante a reunião, diversas famílias afirmam ter percebido aumento significativo nas contas de água nos últimos meses. Há casos em que faturas que antes giravam em torno de R$ 40 passaram para valores superiores a R$ 180, chegando próximo de R$ 500 em algumas situações.

Além das reclamações sobre os preços, moradores também demonstraram preocupação com a qualidade da água distribuída em determinados períodos. Entre os problemas relatados estão água com aparência barrenta, baixa pressão na rede e interrupções frequentes no abastecimento em alguns bairros da cidade.

Outro tema debatido foi o risco de falta de água durante os períodos de seca. Representantes da concessionária admitiram preocupação com os impactos da estiagem e informaram que existe um projeto em análise junto ao município para a construção de três barragens na área de captação. A medida busca ampliar a reserva hídrica e reduzir os riscos de desabastecimento nos próximos anos.

A recuperação do asfalto após obras na rede de água e esgoto também gerou críticas da população. Conforme informado pela empresa, o serviço de recomposição passou a ser realizado diretamente pela própria concessionária, sem terceirização, com a promessa de maior rapidez na execução dos reparos.

Outro ponto que provocou questionamentos foi a cobrança da tarifa de esgoto em localidades onde moradores alegam não possuir rede coletora disponível. De acordo com a empresa, parte dessas cobranças estaria relacionada a dados herdados da antiga administração do sistema. A concessionária afirmou que os casos estão sendo revisados e que as cobranças serão suspensas onde não houver cobertura de esgotamento sanitário.

A taxa de religação de água após corte por inadimplência também voltou ao centro das discussões. Moradores argumentam que a cobrança contraria legislação municipal aprovada em 2023, que proíbe esse tipo de tarifa em serviços essenciais no município. O entendimento possui ainda respaldo em decisões do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Durante o encontro, também foram discutidos os problemas envolvendo imóveis localizados abaixo do nível da rede de esgoto, conhecidos como “soleiras negativas”. Nesses casos, é necessário instalar sistemas de bombeamento para garantir o funcionamento adequado da ligação, situação que, segundo relatos, tem gerado custos elevados para muitas famílias.

Diante do aumento das reclamações, consumidores estão sendo orientados a registrar denúncias junto ao Procon e aos órgãos de fiscalização, principalmente em situações envolvendo cobranças consideradas indevidas, falhas no abastecimento ou problemas relacionados ao serviço prestado.Parte superior do formulário

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