O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), classificou como “manobra eleitoreira” a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de suspender a cobrança sobre compras importadas de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”.
Segundo Abilio, o Governo Federal arrecadou o suficiente desde a criação do imposto sobre esses produtos e, agora, às vésperas das eleições nacionais de 2026, aproveita a medida para impulsionar uma campanha de reeleição.
“Ele arrecadou por um determinado tempo e agora, no período eleitoral, tira para não pesar tanto na eleição. Aí depois ele volta”, afirmou Brunini.
Ao criticar a medida, o prefeito também comentou sobre os combustíveis que estão recebendo subsídios do Palácio do Planalto para evitar alta nos preços em meio aos conflitos internacionais.
“Cria-se a desculpa de que está dando uma isenção, uma redução tributária, alguma coisa assim. Passa a eleição e vai acontecer igual àquela época da Dilma, que fizeram isso e depois a Petrobras quase caiu”, declarou.
Abilio classificou como “natural” o que chamou de “golpe eleitoral”. “Acho que esse golpe em período eleitoral é natural e isso acontece”, concluiu.
Entenda o que muda
As encomendas internacionais de até US$ 50 (aproximadamente R$ 250,42 na cotação atual) devem ficar mais baratas para o consumidor final após a extinção do imposto de importação de 20%. Com o fim da cobrança federal, plataformas como Shein, Shopee e AliExpress, que integram o programa Remessa Conforme da Receita Federal, já podem aplicar a redução nos valores.
A medida entrou em vigor em 12 de maio por meio de Medida Provisória. Apesar da isenção federal, o ICMS de 17% continua sendo aplicado normalmente sobre as operações. Para compras acima do teto de US$ 50, a taxação federal de 60% permanece inalterada, o que mantém a pressão das federações do comércio por uma revisão completa do sistema tributário para proteger o mercado interno.
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