Alta Floresta - Sábado, 04 Abr 2026

Enfermeira denuncia assédio sexual e demissão após recusar investida de superior

Tânia Barbosa, de 39 anos, relatou quatro meses de assédio, contato físico inapropriado e ameaças de perda de plantões antes de ser desligada do trabalho

DO REPÓRTERMT

A enfermeira afirmou ainda que o coordenador condicionava a liberação de plantões a um relacionamento íntimo, chegando a realizar contato físico inapropriado. JK NOTÍCIAS

Uma enfermeira de 39 anos, identificada como Tânia Barbosa, denunciou ter sido vítima de assédio sexual pelo coordenador da UPA do bairro Santa Clara, em Sorriso (a 398 km de Cuiabá), em Mato Grosso, e afirmou ter sido demitida após recusar manter relacionamento íntimo com o superior. O caso veio a público na quinta-feira (2), quando a profissional convocou a imprensa para relatar os episódios.

Segundo Tânia, o assédio começou há cerca de quatro meses, sempre durante os plantões, e se intensificou com o tempo. “Já vem uns dias acontecendo, na verdade nem dias, eu posso falar meses, vem acontecendo esse assédio sexual no meu trabalho pelo meu coordenador de enfermagem”, relatou.

A enfermeira afirmou ainda que o coordenador condicionava a liberação de plantões a um relacionamento íntimo, chegando a realizar contato físico inapropriado. “Ele passou perto de mim, passou a mão na minha bunda, no meu corpo e tocou no meu corpo. E falou assim: ‘se você não ficar comigo, eu te dou as contas’”, disse.

Após a recusa, Tânia foi demitida de forma repentina. “Quando cheguei lá, falaram que eu não fazia mais parte da empresa. Perguntei o motivo, e disseram que só tinham recebido um ofício do meu coordenador pedindo meu desligamento”, detalhou.

Ela também afirmou que o acusado teria dito que “não daria em nada” caso ela denunciasse a conduta.

A enfermeira procurou a Secretaria Municipal da Mulher, que lhe ofereceu apoio e orientações, e também contou com a intermediação da Prefeitura de Sorriso e de vereadores locais. Tânia solicitou medida protetiva por temor de represálias e destacou a necessidade de proteger outras mulheres que podem ter passado por situações semelhantes: “Atrás de mim existem outras mulheres também”.

O caso será investigado pela Polícia Civil, que deve apurar a conduta do coordenador e responsabilizar os envolvidos.

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