Alta Floresta - Terça-Feira, 24 Mar 2026

CRM abre investigação sobre denúncia de venda de Mounjaro por médica em UPA

Silvano Costa e Fred Moraes- Especial para o GD

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Após a denúncia feita nesta segunda-feira (23) sobre suposta venda de Mounjaro por médica em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), o Conselho Regional de Medicina (CRM-MT) emitiu nota afirmando que irá mandar um ofício à Prefeitura de Cuiabá e à Secretaria Municipal de Saúde para apurar o caso. O Conselho garante que ainda não recebeu qualquer comunicado oficial sobre o caso.


Conforme noticiado pelo GD uma mulher invadiu a coletiva do prefeito Abilio Brunini (PL) para denunciar que médicos estariam comercializando canetas emagrecedoras nas UPAs. Segundo ela, a profissional prescrevia a medicação e já oferecia o produto aos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O prefeito, em resposta à mulher, disse que iria apurar a queixa.

Em nota, o CRM-MT também destacou que irá buscar informações sobre o caso, para "identificação da profissional envolvida e a existência de procedimento administrativo instaurado". 

Contudo, o Conselho pontuou que ainda não recebeu nenhuma denúncia em seus canais oficiais. 

"O CRM-MT reforça que situações dessa natureza exigem apuração criteriosa, com base em elementos concretos, assegurando o devido processo legal e o direito à ampla defesa, evitando-se conclusões precipitadas", diz trecho da nota.

Veja a nota na íntegra

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso (CRM-MT) tomou conhecimento de relatos divulgados nesta segunda-feira (23), em Cuiabá, envolvendo uma paciente que alega ter sido abordada por uma médica da rede pública com suposta oferta de comercialização do medicamento durante atendimento em unidade de saúde.

De acordo com as informações tornadas públicas, a denúncia foi apresentada diretamente ao prefeito Abilio Brunini, que anunciou a adoção de medidas para apuração do caso.

Diante da gravidade dos fatos narrados — ainda que baseados, até o momento, exclusivamente em relato unilateral — o CRM-MT informa que irá oficiar a Prefeitura de Cuiabá e a Secretaria Municipal de Saúde para obter informações oficiais e detalhadas sobre o episódio, incluindo eventual identificação da profissional envolvida e a existência de procedimento administrativo instaurado.

O Conselho ressalta que não recebeu, até o momento, qualquer denúncia formal relacionada ao caso em seus canais institucionais.

O CRM-MT reforça que situações dessa natureza exigem apuração criteriosa, com base em elementos concretos, assegurando o devido processo legal e o direito à ampla defesa, evitando-se conclusões precipitadas.

Por fim, o Conselho reafirma seu compromisso com a ética médica e informa que, caso sejam apresentados indícios consistentes de infração ao Código de Ética Médica, adotará as medidas cabíveis.


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