O combustível mais caro eleva os custos de operação das companhias aéreas e pode pesar no bolso de quem pretende viajar. O reflexo nas passagens depende também da procura, da oferta de voos e da concorrência em cada rota. A alta de 7,2% no querosene, portanto, não corresponde a um reajuste automático desse mesmo percentual nos bilhetes.
O novo aumento ocorre na sequência de uma alta de aproximadamente 11,8% aplicada em outubro, mantendo a pressão sobre os gastos das empresas com o abastecimento das aeronaves.
Segundo a Petrobras, o reajuste acompanha a elevação das cotações internacionais do querosene. A estatal aponta a intensificação das tensões no Oriente Médio e a redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia, provocada pela guerra entre os dois países, como fatores que pressionaram os preços.
Os valores cobrados das distribuidoras são revisados mensalmente, conforme uma fórmula prevista em contrato. A companhia afirma que esse mecanismo ajuda a suavizar as oscilações de curto prazo, enquanto outros mercados podem atualizar os preços diariamente.
A Petrobras sustenta ainda que os aumentos acumulados desde o início do conflito foram maiores nos mercados internacionais do que no Brasil. Na avaliação da estatal, essa diferença mantém seu querosene de aviação competitivo.

