O bolso de quem busca tratamento contra a obesidade e o diabetes pode ter um alívio nos próximos meses. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) planeja aprovar mais oito registros de medicamentos análogos do GLP-1, as famosas “canetas emagrecedoras”, até o final deste ano.
A informação foi confirmada pelo presidente da agência, Leandro Safatle, durante conversa com jornalistas.
Com os novos pedidos em análise, a expectativa do órgão é otimizar as filas de espera e dinamizar o mercado nacional. A avaliação é simples: quanto mais marcas autorizadas nas prateleiras, maior é a concorrência e menor fica o preço final para o consumidor.
Apenas em 2026, seis canetas à base de semaglutida já garantiram o selo de aprovação da Anvisa no país. Em maio, o Ozivy (da farmacêutica EMS) teve a liberação concedida. Na sequência, mais cinco marcas ganharam o aval oficial:
Zempneo (Brainfarma)
Ozivy (EMS)
Semavy (Cosmed)
Orsema (Ranbaxy)
Seemasun (Sun Farmacêutica)
Owozy (Ávita Care)
Por que o preço alto preocupa?
A alta no valor das canetas é apontada como o principal motivo para o crescimento do mercado paralelo. Além disso, o custo elevado impediu a inclusão do remédio na rede pública: a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) negou a oferta gratuita do tratamento devido ao impacto orçamentário, estimado em mais de R$ 8 bilhões.
Para combater a venda ilegal de produtos sem procedência garantida, a Anvisa promete apertar o cerco. As apreensões feitas pela Polícia Federal aumentaram expressivamente, com a maior parte dos produtos falsificados ou irregulares vindo pela fronteira com o Paraguai.
Para frear o avanço do mercado ilegal, a agência brasileira deve assinar um memorando de cooperação com a autoridade sanitária paraguaia para a troca contínua de informações. A Anvisa ressaltou ainda que, até o momento, nenhuma empresa do país vizinho solicitou registro oficial para a venda das canetas no Brasil.

