O governador Otaviano
Pivetta recebeu, nesta terça-feira (12.5), o embaixador da Bélgica no Brasil,
Chris Hoornaert, no Palácio Paiaguás, em Cuiabá. A reunião tratou do potencial
econômico de Mato Grosso, com foco na produção agropecuária, sustentabilidade e
ampliação de parcerias internacionais.
O embaixador destacou que
esta é sua primeira visita a um estado brasileiro fora do Distrito Federal e
ressaltou o impacto do acordo entre União Europeia e Mercosul no fortalecimento
das relações comerciais.
“Mato Grosso é um estado
extremamente relevante para a agricultura e para o comércio internacional. Com
o acordo entre União Europeia e Mercosul, há uma ampliação significativa das
trocas comerciais entre as duas regiões, e o Estado tem papel estratégico pela
sua capacidade de produção e exportação em larga escala. Também é importante
compreender como Mato Grosso concilia produção e preservação ambiental, além de
identificar oportunidades em setores como biotecnologia, química, mecânica e
logística, que são áreas de interesse para cooperação”, afirmou.
Ele também destacou o
potencial de produtos regionais e da agricultura familiar dentro desse cenário
de ampliação comercial.
“Existe um grande
potencial em produtos regionais com identidade própria e qualidade reconhecida,
como cacau e café, além da agricultura familiar. Há espaço para agregar valor à
produção local e ampliar oportunidades comerciais entre a Bélgica e Mato Grosso”,
pontuou o embaixador.
O governador destacou a
força da produção agropecuária e a capacidade de expansão do Estado com
manutenção de áreas preservadas.
“Mato Grosso hoje produz
um terço de toda a produção do Brasil. Mantemos mais de 60% do território
preservado e ainda temos capacidade de dobrar a produção em áreas já abertas,
com tecnologia, biofertilizantes e práticas regenerativas. O objetivo é crescer
com sustentabilidade, sem avançar sobre novas áreas”, afirmou.
Otaviano Pivetta
ressaltou que o Estado vive um novo ciclo econômico baseado na industrialização
e na agregação de valor às cadeias produtivas.
“A nossa meta é avançar
na verticalização das cadeias da soja, milho e algodão, fortalecer a indústria
têxtil e ampliar os biocombustíveis. A estratégia é transformar aqui o que
produzimos, gerando emprego, renda e desenvolvimento sustentável, com mais valor
agregado dentro do próprio Estado”, finalizou.
Também participaram da
reunião a secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, a
secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, e o
secretário executivo de Meio Ambiente, Alex Marega.