Alta Floresta - Quarta-Feira, 06 Mai 2026

Advogada alvo de operação fornecia contas bancárias para facção lavar dinheiro; veja vídeo

A investigação, conduzida pela GCCO e pela Draco, busca desarticular um esquema de organização criminosa envolvida com tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro dentro e fora do sistema prisional.

KARINE ARRUDA DO REPÓRTERMT

Fabiana Felix de Arruda Souza já foi presa na Operação Apito Final e agora é alvo da Operação Roleta Russa. Montagem/RepórterMT

A advogada Fabiana Felix de Arruda Souza, alvo da Operação Roleta Russa, deflagrada pela Polícia Civil na manhã de hoje (5), teve as contas bancárias bloqueadas por utilizá-las para lavagem de dinheiro de uma facção criminosa atuante em Mato Grosso.

A investigação, conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), busca desarticular um esquema de organização criminosa envolvida com tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro dentro e fora do sistema prisional.

Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, da GCCO/Draco, responsável pelas investigações, a advogada permitia o uso de suas contas bancárias para que a facção realizasse a lavagem de dinheiro. Fabiana, que já foi presa anteriormente durante as ações da Operação Apito Final, atuava como “pessoa interposta”.

“Essa advogada fornecia contas para que passassem dinheiro para que fosse feita a dissimulação dos valores. Não era somente trabalho advocatício, realmente havia a lavagem de dinheiro por parte dela”, disse o delegado durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (5).

A Operação Roleta Russa foi deflagrada para cumprir 12 ordens judiciais contra integrantes da facção. Entre elas estão dois mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão domiciliar, além do sequestro de um veículo e do bloqueio de valores no limite de R$ 10 milhões nas contas dos investigados. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá.

As investigações apontam que os alvos movimentaram mais de R$ 20 milhões em três anos. O líder do esquema é apontado como Gilson Rodrigues Santos, conhecido como “Russo”, que, mesmo preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), comandava ações da facção dentro e fora do presídio, tentando exercer domínio em bairros de Cuiabá, como Planalto e Altos da Serra.

No último dia 1º, ele havia atingido os requisitos para progressão ao regime semiaberto. Contudo, com a operação, a Justiça expediu um novo mandado de prisão preventiva contra ele.

Fora da unidade prisional, Gilson contava com o apoio do primo, Robson Monteiro da Silva, apontado como seu braço direito.

Operação Apito Final
Fabiana Felix foi alvo da Operação Apito Final, sendo presa em abril de 2024, acusada de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas, envolvendo comércios e futebol amador em Cuiabá.

Segundo a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), a advogada atuava como “laranja” de Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como “W.T.”, apontado como líder do esquema. As investigações indicam que ele utilizava comparsas e familiares como “testas de ferro” na aquisição de bens móveis e imóveis para movimentar capital ilícito e dar aparência de legalidade às atividades criminosas.


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