Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira (9), o delegado titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Gustavo Belão, revelou que o grupo responsável pelo ataque à transportadora de valores Brinks, em Confresa, a 1.048 km de Cuiabá, investiu cerca de R$ 3,5 milhões na execução do crime.
De acordo com o delegado, os criminosos estruturaram a ação por meio de uma espécie de “consórcio”, reunindo recursos financeiros entre os integrantes para viabilizar a logística do ataque, que envolveu armamento pesado, explosivos, veículos e suporte operacional em diferentes estados.
A expectativa do grupo era roubar aproximadamente R$ 30 milhões da empresa. Conforme apurado nas investigações, os envolvidos acreditavam que a quantia armazenada na transportadora seria ainda maior, o que reforçou o planejamento e o alto investimento na ação criminosa.
Ainda segundo a Polícia Civil, havia a previsão de divisão do valor entre os participantes, o que poderia render cifras milionárias a cada integrante da organização criminosa.
Apesar da estrutura montada e dos recursos aplicados, o plano não teve êxito. O delegado destacou que, além da quantia disponível ser inferior ao esperado pelos criminosos, o sistema interno de segurança da transportadora impediu o acesso ao cofre, frustrando completamente a tentativa de roubo.
O ataque ocorreu em abril de 2023, quando um grupo fortemente armado invadiu o município de Confresa, em uma ação caracterizada como “domínio de cidades”, com uso de violência, explosivos e bloqueio de pontos estratégicos para dificultar a resposta das forças de segurança.
As investigações seguem em andamento e integram a Operação Pentágono, que busca responsabilizar os envolvidos, desarticular a estrutura criminosa e avançar na identificação de bens adquiridos com recursos ilícitos.