Alta Floresta - Terça-Feira, 07 Abr 2026

Mato Grosso atinge marca histórica e projeta colheita de 51,56 milhões de toneladas de soja

Dados do projeto Imea em Campo revelam produtividade média de 66,03 sacas por hectare e destacam a resiliência do setor diante de desafios climáticos e custos de produção elevados.

ANA JÁCOMO DO REPÓRTERMT

Os dados de produtividade, peso de grãos e volume total (51,56 milhões de toneladas) referem-se apenas à oleaginosa. Assessoria

O Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), em conjunto com a Aprosoja MT (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso) e o Iagro MT (Instituto Mato-grossense do Agronegócio), divulgou hoje (06) os números da safra de soja 2025/26.

O levantamento técnico aponta que o estado deve colher 51,56 milhões de toneladas, um incremento de 1,31% em relação ao ciclo anterior, mantendo-se acima do patamar de 50 milhões de toneladas pelo segundo ano consecutivo.

A equipe técnica percorreu mais de 34 mil quilômetros e realizou quase mil avaliações diretas nas lavouras. Segundo o Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), a produtividade média saltou de 60,45 para 66,03 sacas por hectare.

O presidente da Aprosoja MT (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso), Lucas Costa Beber, enfatizou que a precisão desses dados é fundamental para o planejamento estratégico do produtor e para a formação de preços no mercado, garantindo maior transparência e segurança para o setor produtivo.

Apesar dos números robustos, a safra foi marcada por contrastes climáticos. De acordo com o analista Henrique Eggers, o excesso de chuva durante a colheita em algumas regiões provocou o aumento de grãos avariados e perda de peso, o que impediu o estado de estabelecer um novo recorde absoluto de produtividade.

Regionalmente, o Norte do estado apresentou o melhor desempenho em peso de grãos, enquanto o Nordeste registrou um número de grãos por planta abaixo da média estadual.

O superintendente do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), Cleiton Gauer, alertou para o desafio da rentabilidade na safra 26/27.

Embora o estado tenha atingido o marco de 13 milhões de hectares cultivados, a valorização do dólar no período de compra de insumos, somada à queda nos preços de comercialização e às incertezas causadas por conflitos no Oriente Médio, pressiona as margens de lucro dos agricultores.

Para Gauer, a resiliência foi a marca desta temporada, mas o ritmo de crescimento da área plantada vem desacelerando devido aos custos elevados.


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