Os dados são do Índice de Produção Agroindustrial PIM Agro, elaborado pelo Centro de Estudos do Agronegócio (FGV Agro). O centro ressaltou que o setor contou com um mercado interno aquecido, além de ter buscado alternativas ao tarifaço implementado pelo presidente americano Donald Trump em agosto.
O segmento de produtos alimentícios e bebidas teve um crescimento no conjunto de 5,8% — a maior expansão em cinco anos —, mas a alta foi reflexo apenas da indústria de alimentos, cuja produção subiu 7,1%. Houve ganhos na produção de alimentos de origem animal (7,9%), com maior aquecimento das indústrias de carnes bovina, suína e de frango, de pescados e de laticínios.
Entre os alimentos de origem vegetal, a produção cresceu 5,9%, com aumento generalizado em óleos e gorduras, trigo, arroz, açúcar, café e conservas e sucos.
Já a produção da indústria de bebidas teve queda de 1,5% em setembro, puxada pela baixa de 6,7% na produção de bebidas alcoólicas, a sexta queda consecutiva do setor. O FGV Agro ressaltou que o resultado do mês ainda não refletiu os casos de contaminação de bebidas com metanol, que apareceram no fim do mês.
Já a agroindústria de produtos não-alimentícios teve uma queda agregada de 1,5% no mês, puxada exclusivamente pela menor fabricação de etanol a partir da cana-de-açúcar, já que as usinas até então estavam priorizando a produção de açúcar. A produção do setor de biocombustíveis recuou 24,4%, o pior desempenho para um mês de setembro desde 2009.
Nas demais agroindústrias não alimentícios, os resultados foram positivos. A produção de fumo cresceu 35%, o que coloca o setor em um patamar de produção 33,5% maior que o de antes das enchentes do Rio Grande do Sul em maio do ano passado.
O FGV Agro destacou ainda a alta de 7,7% na produção de insumos, com avanços em tratores e máquinas, intermediários para fertilizantes e, principalmente, de defensivos e desinfestantes domissanitários. Já o setor de produtos têxteis teve expansão de 5,8%, e o de produtos florestais, de 2,4%.