O ex-servidor do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Márcio Toledo pretende colaborar com as investigações sobre um suposto esquema de venda de decisões judiciais. Apontado pela Polícia Federal como um dos operadores ligados ao lobista Andreson Gonçalves, ele busca firmar um acordo de delação premiada.
Toledo teria se oferecido para apresentar uma relação, ainda desconhecida pelas autoridades, de decisões que teriam sido antecipadas ou manipuladas em troca de propina. Além de detalhar como as supostas fraudes processuais ocorreram, o ex-servidor afirma que pode identificar os possíveis contratantes do esquema.
A investigação tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Cristiano Zanin, há quase dois anos. Até o momento, não há confirmação de que a proposta de colaboração será aceita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ou pela Polícia Federal.
Também não está claro se o conteúdo apresentado envolve ministros do STJ. A lista mencionada pelo ex-servidor, no entanto, teria referências a pessoas influentes e grandes empresas, incluindo multinacionais.
Caso o acordo avance e as informações sejam confirmadas, o material poderá ampliar significativamente o alcance da investigação. Toledo afirma possuir registros de vários anos de atuação do suposto grupo e se dispõe a explicar, individualmente, as decisões colocadas sob suspeita.
Ex-assessor da ministra Isabel Gallotti, Toledo foi preso em março e, recentemente, substituiu sua equipe de defesa para tentar negociar o acordo de colaboração premiada. Os documentos e demais informações que pretende entregar estariam guardados em local seguro.
Com informações da Veja
