Alta Floresta - Quarta-Feira, 21 Jan 2026

Com 21 mortes, última passagem de ciclone extratropical supera a maior tragédia natural do estado

G1

Foto: Maurício tonetto/Secom


Em junho, governo do estado havia declarado que a passagem de um ciclone era, até aquele momento, o maior desastre natural relacionado a chuvas nos últimos 40 anos.

As 21 mortes registradas no Rio Grande do Sul até a tarde desta terça-feira (5) já superam a maior tragédia natural das últimas quatro décadas no estado, quando 16 pessoas morreram em junho. Em entrevista na noite de terça, o governador Eduardo Leite confirmou que se trata da pior tragédia natural do estado.


"Não tem sido um ano fácil para o Rio Grande do Sul. Mas nosso povo é resiliente é forte e nós vamos estar unidos para superar essa adversidade, com toda a estrutura, com os servidores públicos, os militares civis, voluntários, ações, prefeituras, sociedade civil engajada. Cada vida perdida não pode ser reposta, a gente lamenta cada uma delas. Vamos dar todo suporte para essas famílias", afirmou.


Foram 15 óbitos apenas no município de Muçum, na Região Central do estado. De acordo com a Defesa Civil estadual, o Corpo de Bombeiros encontrou os corpos ao vistoriar uma casa nesta terça-feira (5).


Na noite de terça, os corpos foram trasportados para o hospital de cidade, e devem ser levados para Porto Alegre.


Em junho, o Piratini havia declarado que a passagem de um ciclone extratropical, que devastou cidades sobretudo no Litoral Norte e na região dos Vales, era o pior desastre natural já registrado no estado nos últimos 40 anos.


Outras seis mortes foram confirmadas entre segunda (4) e esta terça em cidades do Norte do RS e do Vale do Taquari.


21 mortos;

2.984 desalojados;

1.650 desabrigados;

66 cidades afetadas.

O fenômeno teve origem em um sistema de baixa pressão, que provocou chuvas intensas ao longo da segunda-feira (4). Na medida em que se deslocou em direção ao oceano, ganhou intensidade, e à noite, formou-se o ciclone.

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