Alta Floresta - Sábado, 27 Jun 2026

Politec descarta incêndio criminoso e aponta falha elétrica em depósito da Educação de Várzea Grande

Laudo preliminar indica que fogo começou de forma acidental na fiação de câmara fria que armazenava merenda escolar

DO REPÓRTERMT

Chamas destruíram pavilhão e atingiram veículos. Reprodução

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os trabalhos de campo no prédio que abrigava a gerência de patrimônio e a Superintendência Operacional do Sistema Escolar de Várzea Grande e descartou a hipótese de um incêndio criminoso. O espaço, que funciona como o anexo I da Secretaria Municipal de Educação, foi atingido pelo fogo no dia 17 de junho.

O resultado das análises técnicas, cruzado com depoimentos de testemunhas e imagens de câmeras de monitoramento da região, apontou que o incêndio teve causa acidental. O fogo foi provocado por um fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria onde ficavam armazenados os alimentos congelados destinados à merenda dos alunos da rede municipal. Para mapear toda a área colapsada, os peritos utilizaram drones na vistoria externa e superior do perímetro.

De acordo com o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, embora a falha elétrica tenha sido confirmada na estrutura da câmara fria, os exames iniciais não permitem cravar o gatilho exato do fenômeno, que pode estar associado a um curto-circuito, sobrecarga ou descarga elétrica contínua. No local, funcionava o coração logístico da secretaria, servindo de depósito para alimentos, materiais de consumo e equipamentos escolares.

"Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão", explicou o perito Augusto César de Figueiredo.

O especialista detalhou ainda que a grande quantidade de material combustível estocado no almoxarifado acelerou as chamas. Na parte traseira da edificação, o fogo atingiu rapidamente dois veículos estacionados ao lado da câmara fria. O alto potencial térmico dos automóveis facilitou a propagação do incêndio em direção à cobertura e à estrutura metálica, resultando na destruição total do espaço.

Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.

Com a finalização da varredura no local, o imóvel foi oficialmente liberado pela perícia para a Polícia Civil (PJC), que segue com o inquérito. O laudo pericial definitivo, contendo o detalhamento laboratorial dos vestígios, a dinâmica exata da linha de propagação do fogo e a mensuração dos danos em cada ambiente, será concluído e entregue em até 30 dias.


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