Alta Floresta - Sexta-Feira, 26 Jun 2026

CazéTV vira alvo do Ministério da Justiça em meio à disputa por audiência na Copa

Canal que disputa audiência com grandes emissoras virou alvo da Senacon por ações comerciais exibidas durante transmissões no YouTube

DO REPÓRTERMT

Canal comandado por Casimiro Miguel afirma que suas ativações comerciais seguem a legislação brasileira e envolvem apenas operadoras regularizadas. Reprodução

A Secretaria Nacional do Consumidor, ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, abriu uma investigação preliminar contra a CazéTV para apurar a veiculação de publicidade de casas de apostas durante transmissões da Copa do Mundo no YouTube. A medida foi tomada nesta quarta-feira (24).

O procedimento vai analisar se as ações comerciais exibidas antes e durante os jogos podem configurar publicidade abusiva ou enganosa. O despacho cita a necessidade de verificar se as práticas respeitam o Código de Defesa do Consumidor e as normas de comunicação comercial para apostas de quota fixa.

Entre os pontos questionados estão propagandas com indicação de odds, ofertas promocionais, uso de QR Code na tela e comentários de narradores e comentaristas reforçando a atratividade das apostas durante as partidas.

A Senacon citou três episódios nas transmissões: Inglaterra x Gana, Argentina x Áustria e Uruguai x Cabo Verde. Em um dos casos, a peça publicitária associava a paixão pelo futebol ao ato de apostar. Em outro, comentaristas destacavam cotações “turbinadas” e uma suposta “segunda chance” para o público aderir à promoção.

Pelas regras em vigor, campanhas de apostas não podem sugerir ganho fácil, estimular aposta por impulso, minimizar riscos ou confundir o público sobre a separação entre conteúdo editorial e publicidade. A Fazenda já havia anunciado reforço na fiscalização de propagandas de bets durante a Copa.

A CazéTV informou que ainda não havia sido notificada sobre a investigação, mas afirmou que suas ativações comerciais seguem a legislação brasileira, as diretrizes do Conar e as boas práticas do setor. O canal também disse trabalhar apenas com empresas autorizadas pelo Ministério da Fazenda.

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