O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), pôs fim às especulações sobre sua possível indicação para a vaga de vice-governador nas eleições de 2026. Em tom definitivo, ele disse que não possui interesse no cargo e que sua prioridade é encerrar o atual mandato na presidência da Casa de Leis com entregas relevantes para a população mato-grossense.
"Não, não tenho esse projeto e não tenho essa vontade. Nada contra a vice, mas eu tenho outros nomes de partidos, outros nomes fortes que possam compor chapa. São dois projetos que nessa eleição não passam, digamos assim, zero chance de participar", cravou o deputado ao ser questionado sobre a composição das chapas majoritárias.
Apesar de descartar a própria candidatura como vice, Russi ressaltou que o Podemos, partido que lidera, será protagonista nas negociações eleitorais. Segundo ele, a legenda passará por um processo de qualificação de quadros no mês de maio para definir os rumos e as alianças estratégicas.
O objetivo é garantir que o grupo político tenha representação de peso na disputa pelo Palácio Paiaguás ou pela única vaga ao Senado Federal em jogo no próximo pleito.
Nos bastidores do Palácio Paiaguás e da Assembleia, o nome de Max Russi é visto como uma das peças de maior valor estratégico para qualquer composição majoritária.
A possibilidade em torno de seu nome para a vice-governadoria ou mesmo a disputa ao governo é ventilada porque o deputado tem controle de uma base municipalista sólida e possui habilidade reconhecida no trato político, o que o torna o "equilibrador" ideal para chapas que buscam capilaridade no interior do Estado.
No entanto, o recuo público do deputado sinaliza uma estratégia de valorização do passe ao descartar a vice e focar no protagonismo do Podemos, ele evita o desgaste de uma posição figurativa e eleva o poder de barganha do partido nas negociações pelo Senado ou pela própria sucessão estadual.