Alta Floresta - Quinta-Feira, 09 Abr 2026

Milho deve superar a soja e liderar economia de Mato Grosso pela primeira vez, diz Pivetta

Governador destaca que verticalização da produção e avanço dos biocombustíveis transformaram cereal no principal motor de lucro e competitividade do estado.

ANA JÁCOMO DO REPÓRTERMT

Pivetta projeta que MT viverá uma revolução econômica impulsionada pela industrialização do milho em biocombustíveis e proteínas. Karine Arruda/RepórterMT

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), projetou uma mudança histórica na balança comercial do estado para este ano. (Veja o vídeo no final da matéria).

Segundo ele, o milho deve consolidar-se como o produto mais importante para a economia mato-grossense, superando a soja sob o ponto de vista de lucro e valor agregado. A transformação é impulsionada pela explosão das indústrias de etanol e pela produção de proteínas para o consumo animal.

"Pela primeira vez este ano, a safra do milho vai ser mais importante do que a safra da soja, do ponto de vista econômico", afirmou Pivetta. Ele explica que, enquanto os custos de insumos agrícolas muitas vezes drenam a riqueza para fora do país, a industrialização local do milho garante que o lucro permaneça no estado. "O que sobra, o bagaço da soja e do milho, é proteína. E proteína é o combustível da humanidade", completou.

O fenômeno é sustentado pelo avanço da bioenergia. Mato Grosso já lidera a produção nacional de etanol de milho, destinando quase 14 milhões de toneladas do grão para as usinas na safra atual. Para o governador, a competitividade dos biocombustíveis mato-grossenses, tanto o etanol quanto o biodiesel, é a "carta na manga" para manter o desenvolvimento em meio a um cenário mundial complexo.

Pivetta relembrou que, até pouco tempo atrás, o milho dependia de subvenções do Governo Federal para ser escoado por falta de viabilidade econômica. Hoje, a verticalização da agricultura inverteu essa lógica. "Biocombustível e proteína é a maior vocação que nós temos hoje", concluiu, reforçando que o foco agora é transformar o estado de um exportador de matéria-prima em um gigante da agroindústria.


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