O governador Mauro Mendes (União)
disse que a dívida da União já está na casa dos R$ 10 trilhões, o que equivale
a 10 mil vezes o prêmio da última Mega da Virada, que sorteou pouco mais de R$
1 bilhão. O chefe do Executivo destacou que há um alerta do Tribunal de Contas
da União (TCU) para a deterioração do cenário econômico do país com uma
possível paralisação da máquina pública já a partir de 2027, quando um novo
presidente tomará posse.
“Qual foi a Mega-Sena agora de
dezembro, sempre uso esse valor da Mega-Sena porque é uma referência que muitos
brasileiros têm na cabeça porque é muito, muito, muito dinheiro. Divide aí R$
10 trilhões por R$ 1 bilhão da Mega-Sena acumulada de dezembro. Vai dar
quanto?”, questiona o governador.
Em sua fala, em evento no Palácio
Paiaguás, nesta quinta-feira (19), Mendes disse que seriam 1500 vezes o prêmio
da loteria. Mas um cálculo rápido com calculadoras digitais mostrou que na
verdade o número total é de 10 mil vezes o valor do último sorteio anual da
loteria.
“Para mim está muito claro que o
Brasil vai ter grandes dificuldades, o governo federal brasileiro vai ter
grandes dificuldades nos próximos anos. Isso já é dito por muitos analistas
econômicos, bancos enxergam isso, os juros retratam isso”, acrescentou o
governador.
Mauro destacou que o TCU já
alertou as autoridades, por meio de um relatório divulgado no ano passado,
sobre o risco de shutdown, isto é, a paralisação de toda a máquina pública com
o bloqueio de financiamento de projetos e órgãos vinculados à União.
“Se o governo federal mergulhar
numa crise, ele arrasta essa crise para a própria economia, que arrasta os
estados, que arrastam os municípios e isso cria uma contaminação generalizada
da economia e das finanças públicas do país”, afirmou.
Mauro destacou que o país tem o
segundo maior juro real do mundo, aproximadamente 15%, e uma inflação que chega
a 5%. Para Mauro, falta gestão.
“É porque devemos muito, somos um
mau tomador, devemos muito, a dívida bateu a estrondosa casa de R$ 10 trilhões.
Cresceu, só a dívida federal, 18% de um ano para o outro. Aonde vai parar
isso?”, concluiu.