Depois de já ter mostrado sua força na Argentina, o time argentino voltou a encarar um Flamengo dominante na posse de bola. Mas o que não mudou foi a essência do confronto: a disciplina tática e a coragem do Lanús.
Como no primeiro jogo, o Flamengo teve mais a bola.
Desta vez, porém, conseguiu transformar volume em chances.
Ainda assim, encontrou pela frente um adversário organizado, frio e estrategista.
E foi justamente em um erro rubro-negro que nasceu o primeiro golpe: Ayrton Lucas recuou, Rossi escorregou, e Castillo — oportunista — interceptou.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/a/r/HayCnbTzSMLY82behurQ/114051933-lanus-midfielder-25-dylan-aquino-l-eludes-flamengos-argentine-goalkeeper-01-agustin-ro.jpg)
Com categoria, aplicou uma meia-lua no goleiro e finalizou da intermediária para abrir o placar.
Com a vantagem, o Lanús ganhou confiança. Subiu linhas, atacou quando possível e mostrou que não estava no Rio apenas para se defender.
O Flamengo respondeu. Após cruzamento, a bola tocou no braço de Marcich. Pênalti.
Arrascaeta cobrou firme, Losada quase alcançou. O empate no jogo mantinha o drama vivo.
Na segunda etapa, pressão total dos brasileiros.
Filipe Luís lançou mão de Pedro, Everton Cebolinha, Jorginho, Lucas Paquetá e, depois, Bruno Henrique. Um arsenal de estrelas.
Mas o Lanús tinha algo que dinheiro nenhum compra: organização, garra e convicção.
Quando dois defensores argentinos cometeram falta em Arrascaeta na entrada da área, o árbitro Gustavo Tejera aguardou a confirmação do VAR.
Para da outro Pênalti.
Jorginho converteu e empatou o agregado. O roteiro parecia pender para o lado rubro-negro.
Só parecia.
Na prorrogação, sob chuva intensa no Maracanã, o desgaste era visível.
O jogo perdeu intensidade, mas não emoção.
Em uma rara subida ofensiva, o Lanús conseguiu escanteio.
Sepúlveda cobrou, e José Canale, subindo mais que Paquetá, testou firme para recolocar os argentinos em vantagem.

O golpe final veio na sequência.
Com o Flamengo lançado ao ataque, Aquino arrancou sozinho, driblou Rossi e selou o título.
Frieza. Técnica. Consagração.

O Lanús venceu em casa.
Venceu fora.
Venceu um elenco repleto de estrelas.
Venceu com alma de campeão.