Alta Floresta - Terça-Feira, 24 Fev 2026

China deve travar habilitações de mais unidades frigoríficas do Brasil

Fonte: GR via agronoticias

O assessor especial do Ministério da Agricultura, Carlos Augustin, afirmou, ontem, que a China não vai habilitar novos frigoríficos para exportar carne bovina a seu mercado até 2028, período de vigência das cotas impostas no fim de 2025. Segundo ele, esse cenário deverá ser levado em conta na distribuição dos volumes entre as empresas brasileiras habilitadas para vender à China — atualmente são 67 unidades.

"O que me parece que vai acontecer é o próprio governo, através do MDIC [Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços], vai fazer o rateio [da cota] de acordo com aquilo que já vinha sendo fornecido pelos frigoríficos, porque a China disse que nos próximos três anos não vai habilitar novos frigoríficos", afirmou a jornalistas após participar de um evento em Brasília.

Na proposta do setor exportador entregue ao governo, há previsão de reserva técnica de 3% da cota total, o equivalente a 33 mil toneladas em 2026, para eventuais "novos entrantes", isto é, novos estabelecimentos exportadores. Nos bastidores, representantes de frigoríficos não confirmam uma posição taxativa da China quanto a novas habilitações. Os mais otimistas acreditam em aval a novas plantas ainda neste ano para aumentar a concorrência pelo volume autorizado para o Brasil.

"Não tem razão para deixar uma parte [da cota] para os novos, porque não vai haver novos, uma vez que a China não vai habilitar", reforçou Augustin. "O racional seria pegar os percentuais dos anos anteriores", disse.

A previsão é que o Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) vote a proposta de criação do sistema de controle de cota de exportação de carne bovina para a China na próxima sexta-feira (27/2). A medida é bem-vista no Ministério da Agricultura, mas o gerenciamento dos volumes ficará no MDIC, disse uma fonte.


As mais vistas
banner